1. alma-portuguesa:

Ericeira, Portugal

    alma-portuguesa:

    Ericeira, Portugal

    Há 2 dias  /  22 notas  /  Fonte: Flickr / exiula

  2. Vivemos longe de nós, em distante fingimento. Desaparecemo-nos. Por que nos preferimos nessa escuridão interior? Talvez porque o escuro junta coisas, costura o fio do disperso. No aconchego da noite, o impossível ganha a suposição do visível. Nessa ilusão descansam os nossos fantasmas.
    Mia Couto; O pescador cego”. Do livro: Cada homem é uma raça.  (via quantoestvita)

    (via o-escroto-da-liberdade)

    Há 3 dias  /  144 notas  /  Fonte: eu-sem-poesia

  3. natyenska:

É Agosto. Cabe a cada um definir sua própria perspectiva.

    natyenska:

    É Agosto. Cabe a cada um definir sua própria perspectiva.

    Há 1 mês  /  2 notas  /  Fonte: natyenska

  4. timeisdoomed:

mylxlisboa:

Expo

Lisboa

    timeisdoomed:

    mylxlisboa:

    Expo

    Lisboa

    Há 1 mês  /  32 notas  /  Fonte: Flickr / spacelandbook

  5. Sopra de mais o vento
    Para eu poder descansar…
    Há no meu pensamento
    Qualquer coisa que vai parar…

    Talvez essa coisa da alma
    Que acha real a vida…
    Talvez esta coisa calma
    Que me faz a alma vivida…

    Sopra um vento excessivo…
    Tenho medo de pensar…
    O meu mistério eu avivo
    Se me perco a meditar.

    Vento que passa e esquece,
    Poeira que se ergue e cai…
    Ai de mim se eu pudesse
    Saber o que em mim vai!
    – Sopra de mais o vento - Fernando Pessoa in Cancioneiro (5-11-1914)

    Há 1 mês  /  3 notas

  6. Deixo ao cego e ao surdo
    A alma com fronteiras,
    Que eu quero sentir tudo
    De todas as maneiras.

    Do alto de ter consciência
    Contemplo a terra e o céu,
    Olho-os com inocência…
    Nada que vejo é meu.

    Mas vejo tão atento
    Tão neles me disperso
    Que cada pensamento
    Me torna já diverso.

    E como são estilhaços
    Do ser, as coisas dispersas
    Quebro a alma em pedaços
    E em pessoas diversas.

    E se a própria alma vejo
    Com outro olhar,
    Pergunto se há ensejo
    De por isto a julgar.

    Ah, tanto como a terra
    E o mar e o vasto céu.
    Quem se crê próprio erra,
    Sou vário e não sou meu.

    Se as coisas são estilhaços
    Do saber do universo,
    Seja eu os meus pedaços,
    Impreciso e diverso.

    Se quanto sinto é alheio
    E de mim se sente,
    Como é que a alma veio
    A acabar-se em ente?

    Assim eu me acomodo
    Com o que Deus criou,
    Deixo teu diverso modo
    Diversos modos sou.

    Assim a Deus imito,
    Que quando fez o que é
    Tirou-lhe o infinito
    E a unidade até.

    – Deixo ao cego e ao surdo - Fernando Pessoa in Cancioneiro (24-8-1930)

    Há 1 mês  /  3 notas

  7. Às vezes sou o Deus que trago em mim
    E então eu sou o Deus e o crente e a prece
    E a imagem de marfim
    Em que esse deus se esquece.

    Às vezes não sou mais do que um ateu
    Desse deus meu que eu sou quando me exalto.
    Olho em mim todo um céu
    E é um mero oco céu alto.

    – Deus - Fernando Pessoa in Cancioneiro (3-6-1913)

    Há 1 mês  /  1 nota

  8. crowded-sofa:

    Hei-de cantar-te isto de novo seja Rua Augusta abaixo, seja o nosso amor acima.

    Beijos

    Há 1 mês  /  7 notas  /  Fonte: crowded-sofa

  9. subalternos:

    A lua ficou tão triste
    com aquela história de amor
    que até hoje a lua insiste:
    — Amanheça, por favor!
    Paulo Leminski

    Há 1 mês  /  201 notas  /  Fonte: beocio

  10. Ela é exatamente como os seus livros: transmite uma sensação estranha, de uma sabedoria e uma amargura impressionantes. É lenta e quase não fala. Tem olhos hipnóticos, quase diabólicos. E a gente sente que ela não espera mais nada de nada nem de ninguém, que está absolutamente sozinha e numa altura tal que ninguém jamais conseguiria alcançá-la. Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas porque a gente pressente que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor. Talvez eu esteja fantasiando, sei lá. Mas a impressão foi fortíssima, nunca ninguém tinha me perturbado tanto. Acho que mesmo que ela não fosse Clarice Lispector eu sentiria a mesma coisa.
    Caio Fernando de Abreu sobre Clarice Lispector.  (via subalternos)

    (via subalternos)

    Há 2 meses  /  14 448 notas  /  Fonte: vem-me-cativar

  11. mylxlisboa:

Lisbon Ferry

    mylxlisboa:

    Lisbon Ferry

    Há 2 meses  /  25 notas  /  Fonte: Flickr / pedrosimoes7

  12. mylxlisboa:

Lisbon 62

Lisboa 

    mylxlisboa:

    Lisbon 62

    Lisboa 

    Há 2 meses  /  14 notas  /  Fonte: Flickr / weavermonkey

  13. (via efeitosecundarios)

    Há 3 meses  /  48 756 notas  /  Fonte: artigo-de-rua

  14. postcardsfromportugal:

The famous café Piriquita, in Sintra, Portugal.
Tourists go there to try the local pastries queijadas and travesseiros. Oh, Portuguese people do that to. A lot. 

O conhecido café Piriquita em Sintra, Portugal, em que os turistas podem experimentar as queijadas e os travesseiros locais.

    postcardsfromportugal:

    The famous café Piriquita, in Sintra, Portugal.

    Tourists go there to try the local pastries queijadas and travesseiros. Oh, Portuguese people do that to. A lot. 

    O conhecido café Piriquita em Sintra, Portugal, em que os turistas podem experimentar as queijadas e os travesseiros locais.

    (via s-intra)

    Há 3 meses  /  104 notas  /  Fonte: postcardsfromportugal.com

  15. Querida, queixarmo-nos é dizermos que temos direito ao que não temos - que é que não tenho? Tenho tudo. Nada me pertence, tenho. É a filosofia mais profunda da vida, como diabo levei tanto tempo a aprendê-la? Nada é nosso, Mónica, a gente é que tem a mania. É uma mania estúpida.
    – Em Nome da Terra - Vergílio Ferreira (1990)

    Há 3 meses  /  1 nota